A verdade

A verdade não é como um vinho que fica melhor como tempo. A verdade é como o maná: você deve reconhecê-lo onde estiver e com quem estiver.

Maná, pelo que entendi, é uma comida sagrada dada pelo próprio Deus a um povo quando estava quase morrendo no deserto (corrijam-me se eu estiver errada).

Achei lindo.
Filosófico.

Lembrei do livro TAO, do Osho, que diz que a verdade não pode ser dita, apenas experimentada. Ou seja, minhas palavras a seguir não são as verdade, apenas minha impressão dela.

Meu objetivo com esse texto é expressar a forma que eu sinto, a maneira que entendo o mundo e colocar em palavras aquilo que acabei de sentir fazendo meus rituais de conexão. O sentimento é de pura paz, fé e alegria. Durante e depois que acaba também. É nesse momento que estou agora.

Sobre a frase inicial

A verdade muda de tempos em tempos, mas é importante também lembrar que cada pessoa tem uma verdade. Várias pessoas com suas verdades individuais formam grupos por terem ideais semelhantes, mas dentro dele há subgrupos porque assim é – tem gente que cansou de ser encaixotada e rotulada, quer viver fora da caixa de estereótipos.

A medida que há uma pluralidade de ideais, também há conflito porque há desacordo. No entanto, como vivemos numa democracia e em um país livre, os dois ideais poderiam coexistir em harmonia, sem que um interfirisse no ideal do outro. Tipo estraga prazer, sabe? Pois é.

O mundo está mudando porque sempre mudou, ninguém tá inventando a roda.

O que o mundo está nos mostrando hoje com seus jovens? Precisamos aceitar a diversidade, coexistir com o diferente sem impedir o caminho daquele grupo!

Cada indivíduo ou grupo precisa passar por coisas diferentes de outro, então é normal que haja diferença de ideais, mas se todos agissem com amor, essas diferenças não seriam tão relevantes, pois amar genuinamente é ter compaixão, é desejar felicidade e paz do outro acima de tudo.

Não há como agradar a todos, por isso precisamos praticar o amor em todas as nossas relações e situações. Buscar nossa paz é essencial, cada um com seu caminho.

Minha impressão é que tudo que podemos ver na Terra e no Universo vibram na mesma frequência e, por isso, não somos tão diferentes assim. Todos os seres vivos e não vivos que interferem em nossa existência aqui e agora merecem nosso amor e nosso respeito. Todas as pessoas que passam por nossas vidas possuem uma razão de estar aqui. Nós mesmos em relação ao outro. Em geral, homem não nasce mau, ele aprende a ser mau com as circunstâncias. Os que nascem maus também possuem uma missão aqui na Terra… talvez evoluir conosco. Por isso insisto tanto em compaixão. Sendo assim, toda diferença deve ser respeitada.

Pensando sobre tudo isso me veio a lembrança de que quando eu tinha 13 ou 14 anos, eu estava num grupo da igreja chamado “perseverança”, depois da crisma. O grupo era divertido e eu gostava bastante daquelas pessoas. No entanto, o cara que ministrava as aulas (e não “facilitava”) falava coisas que não me faziam sentido e, apesar de vibrarmos todos numa frequência parecida, a da Terra, há nuances que nos diferenciam também com algum propósito, talvez pra aproximar realmente quem pode nos ajudar em nossa missão.

Então, após falar de montão, vai algumas dicas práticas sobre como procurar sua verdade:

– Siga seu coração, sempre.

– Faça o bem, sempre.

– Procure um propósito para sua vida, pois assim você se conectará com pessoas que te ajudarão na caminhada. Se não houver um propósito para te manter em movimento, a inércia se instaura.

– Nunca faça nada sem se perguntar antes as razões, apenas por estar condicionada a fazer. Consumir, brigar, cometer um ato de maldade ou prejudicar as pessoas ou a si. Esteja consciente e alerta.

– Grupo é uma delícia: se é espiritualidade que está buscando e não uma doutrina, há diversos grupos que acolhem qualquer crença e descrença, visando o amor.

– Espiritualidade é autoconhecimento: Deus (ou a energia criadora de sua preferência) está dentro de nossos corações, no meio de nó. Além disso, a língua universal, que todas as filosofias religiosas falam, é o amor e a verdade (que é como o maná).

– E o mais importante: não acredite em mim só porque estou falando. Questione-se, desconstrua, vá atrás de suas próprias experiências e siga no caminho que te fizer mais sentido. Se sua verdade for parecida com a minha, estou aqui!

 

Devaneios de Haydée